sábado, 29 de agosto de 2015

XIV Caruru de Ibeji e as Pedagogingas



O Caruru de Ibeji e as Pedagogingas é um evento – encontro – celebração de matriz africana, centrado na cultura negra (africana, afro-brasileira e indígena) como estruturador do modelo de educação pautado na identidade ancestral. Educação, ancestralidade e cultura são conceitos que não se dissociam nessas práticas, visto que são os saberes e fazeres culturais cotidianos que implicam nos modos de viver e de educar-se do nosso povo.


Nas últimas 13 edições do evento a Casa do Boneco tem feito uma trajetória partindo dos princípios ancestrais para promover uma melhoria de vida do povo afro-indígena, tendo a infância sendo zelada e cuidada, promovendo o intercâmbio entre gerações, naturalizando a relação da espiritualidade de matriz africana, a presença do tambor, dos bonecos e de diversas ferramentas que remetem à ancestralidade e ludicidade. Nesse sentido, o Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, promove pela arte do encontro e reencontro entre mestres, mestras, educadores diversos e grupos de cultura negra, uma ampla mobilização em torno da infância negra, promovendo festa, comida, ludicidade e diversas possibilidades de aprendizados e trocas de saberes. 



Em sua 14ª edição, o evento esse ano acontecerá de 30 de setembro à 04 de outubro, tradicionalmente na sede da Casa do Boneco de Itacaré. Teremos como tema ‘‘Bonecos e Ancestralidade’’, objetivando a promoção dos bonecos (gigantes, fantoches, marionetes) enquanto brinquedos ancestrais de educação infanto-juvenil. Não por acaso, historicamente os bonecos marcam a história da instituição, sendo a atividade que inaugura as ações no município de Itacaré e que inclusive dá o seu nome: Casa do Boneco, Ilê D’Erê, Casa de Criança. Seguimos sendo! 















É importante também deixar bem escuro a autogestão e organização desse encontro, visto que não dispomos de recursos do governo, nem por parte de edital ou ajuda de qualquer outra categoria, muito pelo contrário, vivemos o boicote proporcionado pela Fundação Palmares que risca nossa proposta pela segunda vez da lista de contemplados, a velha política de colocar um prato de comida entre dois irmãos esfomeados para que se digladiem. Não passarão! Faremos da mesma forma! Somos nós por nós mesmos! 

Por isso desde já deixamos nítida a necessidade de mobilização financeira (campanhas, doações, arrecadações, pagamento de inscrição) em que nosso povo auto-organizado possa contribuir direta e indiretamente com a construção dessa ação. No domingo (30/08) as inscrições serão abertas juntamente com a pré-programação das atividades, fiquem atent@s!














É a pedagoginga do boneco pra ensinar, a ancestralidade pra guiar, o tambor pra ritmar, o caruru pra celebrar.