terça-feira, 19 de maio de 2015

Malas prontas!!

As malas estão prontas, os corações ansiosos e felizes. Voltaremos para África!



Hoje, dia 19 de maio de 2015, o Coletivo Casa do Boneco de Itacaré- Quilombo D’oiti embarca pela segunda vez rumo à Terra Mãe África, mais especificamente para Guiné Bissau, país que acolhe o projeto de intercâmbio ‘‘Ajeum Ajeumbó’’, cuja proposta visa uma troca de experiências, saberes e fazeres da cultura africana e afro-brasileira quilombola.

A equipe composta por seis membros passará um mês desenvolvendo atividades na capital Bissau e no arquipélago Bolama-Bijagós, principalmente na Ilha de Bubaque onde está localizada a anfitriã institucional, a Associação Nô Kultura. As atividades englobam oficinas de capacitação nas áreas de comunicação comunitária, audiovisual, artesanato, estética, capoeira angola, teatro de bonecos, dança e percussão afro-brasileiras, e discussões voltadas para o turismo de base comunitária e empoderamento da comunidade. Também acontecerão apresentações artísticas como espetáculo de dança, elaboração de ensaios fotográficos e vídeo-documentário. O trabalho faz parte da programação do II Festival de Gastronomia do Paraíso das Ilhas Bijagós, evento o qual a Casa do Boneco é único convidado internacional a representar a culinária afro-brasileira.





O projeto de intercâmbio conta também com apoio de outras organizações como a ADEMA, o Centro de Cultura do Brasil em Guiné Bissau (CCBGB). Não podemos deixar de citar o apoio essencial de amigo@s e companheir@s de luta que colaboraram das formas mais diversas para que o projeto pudesse se tornar realidade.

Esse retorno possui um significado inestimável para a Casa do Boneco, instituição brasileira cujas práticas sempre buscaram uma reapropriação dos saberes ancestrais africanos, um reconhecimento da história que nos foi negada devido à todo processo de colonização escravagista sofrido pelo povo negro, e que hoje nos incita à lutar pela liberdade, através da cultura, da educação e do afro pertencimento. Pisar em solo africano é uma oportunidade de reforçar os laços entre os países e seus povos, através da identidade que nos faz irmãos.


Estamos munidos das forças ancestrais que guiam os caminhos, pedimos Asé e permissão para que juntos possamos oferecer, aprender e ensinar um pouco do imensurável legado que África constitui em nossas vidas e em toda a humanidade. Faremos o caminho de volta!