terça-feira, 18 de novembro de 2008

Atabaque e outros tambores...

Estudos Afro

Conheçam o site http://afro-latinos.palmares.gov.br/ , em destaque, tese de mestrado de GABRIEL GONZAGA BINA: A CONTRIBUIÇÃO DO ATABAQUE PARA UMA LITURGIA MAIS INCULTURADA EM MEIOS AFRO-BRASILEIROS"
esse estudo estudo que traz várias abordagens sobre músicalidade africana, tambores africanos e nossa história afro brasileira. Segue, pequeno trecho:


Queremos falar da infinidade dos tambores africanos para demonstrar que é inconcebível para o negro deixá-los fora do culto pelo fato de os tambores serem instrumento natural e cultural do africano e conseqüentemente do afro-descendente brasileiro. Trazemos esta dádiva em nosso inconsciente
coletivo, faz parte de nossa memória histórica. (...)
Selecionamos alguns tambores e os descrevemos procurando precisar histórica e geografica. Com isso pretendemos demonstrar que esses tambores
influenciaram completamente os atabaques brasileiros e a música popular brasileira. Percebe-se nitidamente que os atabaques são instrumentos culturais e como tal não podem ficar à margem das manifestações religiosas e culturais do povo afro-descendente brasileiro.
Os instrumentos africanos são quase sempre fabricados artesanalmente, de feitura simples, porém engenhosa. São de cordas, de sopro e de percussão. Entre os de percussão concentraremos nossa pesquisa nos tambores.
Existem também os tambores de madeira que utilizam códigos para transmissão de mensagens. Um deles é o tambor de lingüetas, formado por um tronco de árvore oco em que é feita uma abertura longitudinal que apresenta duas lingüetas, uma macho e outra fêmea, de espessuras diferentes, que permitem emitir sons diversificados.
1. Tambores do rei de Kêto, usados na cerimônia de coroação – Benin;
2. Tambores utilizados em festas profanas. Porto Novo – Benin;
3. Tambores utilizados durante as festas dos Watutsi –Ruanda;
4. Tambores Sato, usados no culto dos mortos da região do rio Uemê –Benin;
5. Tambores Batá, feitos com dois coros; um para as batidas mais fortes e outro para percutir;
Boa parte dos tambores africanos são respeitados como pessoas por sua capacidade de falar uma linguagem determinada e dialogarem entre si. Em Moçambique é muito comum o uso dos tambores no cotidiano do povo. (...)

Mesa Ancestral emociona a nossa CASA!



Transformamos nosso 15 de novembro em Consciencia Negra!!! Reunidos pela história e pela negritude, Dona Maezinha, Seu Lauro Grande, Seu Nengo e Seu Manezinho da Paixão, abrilhantaram a abertura das comemorações do novembro negro na Casa do Boneco! Seja pela presença, seja pelas histórias, foi muito importante a presença de todos pela integração de várias gerações, pela valorização das memórias dos ancestrais através da oralidade, pelo conhecimento de fatos da história social da nossa cidade tão marcante na trajetória dessas pessoas, pela descontração de todo o encontro... Talvez o sentimento mais emocionante da noite tenha se evidenciado com o encerramento numa roda de samba, quando o tão conhecido e ao mesmo tempo tão inexplicável AXÉ explodiu nos tambores, nas faces, na ponta do pé, na ginga do corpo, na alma de negros e negras... Só dá pra entender quem se fez presente...


A Casa na Praça!!!!

Realizada na Praça do fórum, a Mostra cultural do Colégio João Gomes de Sá desse ano, com o tema "Itacaré de todos os povos" contou com a participação da Casa do Boneco, que levou para a praça algumas de suas coreografias, dentre elas a puxada de rede, o samba de roda e dança dos orixás, marcando assim a expressão da cultura afro popular tão enraizada em nossa região...